Unicamp realiza projeto de sustentabilidade com participação da comunidade universitária

23 Agosto, 2017 - 15:02 -- caio.alves

Por Raissa Schreiter

 

O Grupo Gestor de Universidade Sustentável da Unicamp (GGUS) realizou, nos dias 10 e 16 de agosto, a Oficina Cartográfica Social no campus de Campinas. Nesta data, participaram colaboradores de cerca de 30 órgãos ligados à Reitoria. O intuito era reuni-los para uma experiência de mapeamento dos aspectos importantes no espaço do campus, como museus, ciclovias, locais de estudos e parques/áreas de recreação, representados por ícones.

Emilia Wanda Rutkowski, coordenadora da Câmara Técnica de Ambiente Urbano, responsável por dirigir o funcionamento desta oficina, explicou como surgiu a ideia de organizar um evento com a participação de pessoas da comunidade universitária, que não possuem necessariamente conhecimentos técnicos sobre cartografia.

“Sustentabilidade é um assunto que cada um tem uma ideia. As câmaras técnicas do GGUS resolveram que seria interessante saber o que está na cabeça das pessoas sobre sustentabilidade e, ao mesmo tempo, como elas entendem e conhecem a Unicamp. Nós poderíamos sentar enquanto professores doutores e fazer uma proposta rápida. O problema seria depois, como a comunidade reagiria a isso. Decidimos por um pé atrás e pensamos: ‘primeiro vamos entender como as pessoas estão vendo isso, como elas percebem que a universidade é, para daí fazermos uma proposta’”.  

O reitor Marcelo Knobel e a vice-reitora Teresa Atvars compareceram à abertura do evento.  “Vamos trabalhar para criar um laboratório vivo de sustentabilidade. O objetivo é saber de vocês quais são as indicações para tornar a Universidade mais sustentável”, disse a profa. Atvars, relembrando um dos objetivos do Planejamento Estratégico da Unicamp.  Outras oficinas como esta foram realizadas nas unidades de Limeira e Piracicaba. A primeira aconteceu em 2016, no último trimestre do ano. “Diferentemente do que fizemos nas outras cidades, aqui nós temos o mapa do campus, não da unidade”, explicou Rutkowski.

O propósito do evento

Na oficina, os grupos formados pelos profissionais de órgãos da reitoria posicionaram os ícones em dois mapas: o primeiro, representando o campus como é hoje, com pontos positivos e negativos; e o segundo representando o futuro campus como laboratório vivo de sustentabilidade. “A ideia era reunir de 1 a 10% da comunidade do campus para participar das oficinas e, mesmo chegando apenas ao 1%, estamos descobrindo cantos da Universidade que são incríveis, mas também antros (locais evitados). No geral, coisas que jamais descobriríamos andando de helicóptero. Precisaríamos de um batalhão gigante de profissionais andando para esquadrinhar tudo isso. Então essas oficinas também nos ajudam nesse sentido”, relatou a coordenadora.

Segundo Rutkowski, as oficinas fazem parte de um projeto que prevê a realização de relatórios. Estes, posteriormente, farão parte de um livro com a descrição da “percepção que a comunidade da Unicamp tem de si mesma”. Os relatórios servirão de subsídio para o Plano Diretor da Universidade.

“A Universidade pretende se tornar um laboratório vivo para sustentabilidade e, para que isso aconteça, o plano diretor deve estabelecer isso, estabelecer diretrizes e metas”.

Todas as oficinas estão sendo acompanhadas por quatro estudantes das graduações de geografia e arquitetura e coordenadas por dois mestrandos, sendo um da arquitetura e o outro da engenharia civil. “É importante que os estudantes mediem o processo porque eles escrevem os relatórios e vão fazer o mapa digitalizado”, disse a coordenadora.  

“Acompanhar o que está sendo feito nas mesas é uma garantia de que tudo vai sair certo, as pessoas não correm o risco de errar o ícone. Pela primeira vez o GGUS não atua como mediador, mas faz parte do processo”.

Próximos passos

A previsão para conclusão do livro é para daqui dois meses. “A ideia é que tenha uma versão em PDF online no site da Universidade e, com certeza, no site do GGUS”, disse Rutkowski. “Para compor o estudo tem também os diagnósticos técnicos que as câmaras [do GGUS] estão fazendo. Mas eu, por exemplo, que trabalho na câmara de ambiente urbano não consigo pensar em ambiente urbano sem pensar em cartografia participativa (social)”, concluiu.

Participações

Participaram do evento os seguintes colaboradores da DGA: Aparecida Ramalho (Coordenadoria), Diego Pereira (Suprimento de Materiais), Eder Menezes (Coordenadoria), Gisele Laia (Finanças), Joseane dos Santos Miguel (Coordenadoria), Lucas Michelani (Suprimento de Materiais), Rafael Lucas Tolentino (Gráfica), e Sidnea Bortoloso (Suprimento de Serviços e Obras).